Autobiografia

Em 2007, o fã Sérgio Pereira conheceu Luiz Carlos Alborghetti e fez uma entrevista com o Mestre, na qual ele falou um pouco sobre a sua vida. Confira abaixo:

Eu nasci em Andradina, no Estado de São Paulo, terra de um dos maiores estadistas da política brasileira, o senador Auro de Moura Andrade. Eu me espelhei muito nele para ser uma vez vereador e 4 vezes deputado estadual aqui no meu Paraná.

Meus pais tinham duas serrarias, uma em Valparaíso e uma em Andradina. Meu pai era contador, italiano, veio da Itália, conheceu aqui a minha mãe, em Andradina. Eles se casaram e nascemos eu, Miriam e mais duas irmãs. Todas são professoras. A maioria dos meus sobrinhos são advogados – 3 advogados, um promotor e um juiz; uma dentista e um médico.

Minhas irmãs são Zica, Vanda e Miriam. São todas professoras.

Passei a minha infância em Guararapes – entre Guararapes e Araçatuba, terra do Hermano Henning. Guararapes era dividida por uma linha de trem; o Hermano Henning, que está no SBT, morava abaixo da linha, e eu morava acima da linha. O Hermano tinha um programa na Rádio Difusora de Guararapes, que era do meu primo Eulálio Cruz. Hoje, a rádio não é mais dele, pois ele faleceu. Ali, nós começamos a nossa vida no rádio. Em Araçatuba, estavam o falecido Bolinha, o Faustão, enfim, uma grande gama de jornalistas que estavam no rádio e depois foram para a televisão e para outras emissoras de rádio de São Paulo.

Eu passei a minha adolescência no Paraná.

Na minha época, havia o grupo escolar, o ginásio e o científico. Hoje, é completamente diferente. Eu passei a minha adolescência em Londrina, que é a segunda cidade mais importante do Estado do Paraná. Foi ali que eu comecei o programa “Cadeia”. Eu comecei fazendo novela na Rádio Atalaia. Depois, eu fui para a Rádio Tabajara. Depois, eu fui para a Rádio Londrina, a maior rádio de Londrina. Depois, eu fui para a Rádio Cruzeiro. Quando eu estava na Rádio Londrina, eu fui o vereador mais votado na época pelo PDS. Só havia duas cédulas. Eu acho que o seu pai se lembra: ou você votava no PDS, ou você votava no MDB. Eram apenas dois partidos políticos. O rádio me deu a eleição com o maior índice de votação: 130 mil votos na minha primeira eleição para deputado. Hoje em dia, de acordo com as pesquisas, o rádio AM está em primeiro lugar entre as mídias, principalmente no interior.

Eu trabalhei em Santos, na Rádio Cultura, da família Mansur.

Eu estudei em Guararapes, depois, eu fui para o Rio fazer um estágio na Rede Tupi de Televisão. Não existia a Rede Globo. Quando saiu a Globo, a primeira novela – ninguém se lembra mais – foi “O Hospital”, com Stenio Garcia. Eu fiz um curso no Instituto Gutenberg, um curso de jornalismo na Av. Nossa Senhora de Copacabana, vim para Londrina e fui locutor de cabine. Naquela época, eu entrava no estúdio e dizia: “Atenção, senhores pais: por ordem do Departamento de Censura da Polícia Federal, esse programa é proibido para menores de 18 anos. No ar “O Hospital” – um oferecimento “Casas Pernambucanas”. Era praticamente o rádio dentro da televisão. Hoje, mudou tudo.

Meu primeiro emprego foi o rádio.

Aqui no Paraná, eu escrevi para o Correio de Notícias (hoje, não existe mais; se transformou no Hora H), de Cícero do Amaral Catani, um dos grandes jornais do Paraná. Eu escrevi para várias revistas do interior do Paraná que não têm acesso à capital.

A primeira rádio em que eu trabalhei foi a Rádio Difusora de Araçatuba. Depois, trabalhei na Rádio Clube de Birigüi. Depois, vim para o Paraná, ainda meninão. Aqui, existia a Rádio Atalaia, que era a maior rádio do Brasil. Eu produzia e escrevia a pauta do programa “Aconteceu”, e ao mesmo tempo, eu era um dos artistas, junto com outros companheiros.

Eu criei o programa “Cadeia” na Rádio Tabajara de Londrina, da família Zanoni, uma família tradicionalíssima em Londrina. Eu levantava bem cedo, numa merda filha da puta, desgraçada, pegava um ônibus e ia para a rádio. Eu morava no Jardim Bandeirantes. Eu chegava à rádio bem cedo, abria a rádio, o técnico chegava (Maurício Filoco, foi um grande repórter que eu tive – depois andou se perdendo – jornalista). Aliás, eu criei uma gama de jornalistas que me esfaquearam pelas costas e agora, está todo mundo na merda. Eu abria o programa às 6 horas da manhã e ia até as 9. Foi o maior fenômeno de audiência da história do rádio paranaense.

Depois de alguns anos, eu fui convidado por essa família chamada Martinez, uma família complicadíssima que criou a Rede OM. Fui eu que levei essa rede ao auge. Eu a transformei numa das grandes emissoras do Paraná. Fui traído, mas quem me traiu morreu. Mas era meu compadre. Não posso falar mal dele. Se eu tivesse que falar mal dele, eu teria processado essa rede, porque eu fiquei 20 anos da minha ali, mas como eu tenho caráter, eu acabei não processando essa CNT, cujo sinal está alugado para o Jornal do Brasil.

Eu trabalhei na TV Coroados de Londrina, que hoje é da Rede Globo, na TV Tropical de Londrina e na CNT, lá em Londrina e aqui em Curitiba.

Eu tive uma infinidade de repórteres. Vamos começar por esse cidadão que eu peguei numa merda desgraçada, passando fome em Curitiba: ele estava andando de Brasília aqui em Curitiba, e eu cheguei até ele e disse: “Cara, é o seguinte: ou você paga a televisão em Londrina, ou você vai ser meu repórter. Foi o melhor repórter policial que eu tive na minha vida: Carlos Roberto Massa, mais conhecido como Ratinho. Depois, eu o elegi vereador e deputado federal. Depois, eu saí da CNT porque o Ratinho me desafiou: ele quis ser deputado estadual.

Meus melhores repórteres foram o Ratinho, o Cristiano, o Roberto Aciolly e o Ricardo Alexandre, que está comigo agora e fazia reportagens de rua. Em Londrina, eu tive o Dans Barreira, um puta repórter, tive várias repórteres-mulheres, enfim, eu criei uma gama de repórteres que depois me traíram e hoje, está todo mundo na merda.

Eu tive grandes cameramen, como o Sabugo e o Belém. Pessoas maravilhosas, queridas, que não são traidoras e amam a televisão. Freqüentemente, eles vêm aqui no estúdio me visitar. Não sei em que situação eles estão na CNT.

Eu fiquei 4 anos na TV Independência, da Rede Record, e saí de lá porque sou católico e, para sacanear, mesmo, eu colocava na minha sala uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, essa negra santa, e o pessoal lá dentro ficava apavorado. Aí, não dava liga. É como o submundo do crime e as pessoas normais: não dá liga.

Eu tenho um filho com 26 anos de idade. Ele está no hospital por causa de um acidente gravíssimo. Eu estou comendo o pão que o diabo amassou. Eu tenho um neto de 17 anos com câncer. Eu já o levei a São Paulo, no Hospital Albert Einstein, ao Dr. Pagura, abrimos a cabeça dele, fizemos vários exames, vimos que é um câncer benigno. Meu filho sofreu um acidente gravíssimo de carro e a pancada na cabeça dele deu uma atrapalhada, mas Cristo salva.

O prédio desse estúdio já foi a maior clínica de Curitiba: a Clisama.

A política é um negócio impressionante. Eu fui um vereador dedicado à cidadania e à justiça social. Isso que o PT faz agora, eles “metiam o pau” em mim quando eu era vereador. Eu montei uma farmácia, tinha um setor de óculos para as crianças que não tinham verba, um setor de kits escolares, um setor para ex-detentos – quando eles saíam da cadeia, eu dava a carteira de identidade, a carteira de trabalho, o CPF, enfim, isso que o governo americano faz. Eu fiz um projeto de lei sobre isso quando era deputado, mas, lamentavelmente, como disse o Fausto Silva no enterro da Nair Bello, esse aqui é um país de outro mundo; não sei qual.

Enfim, foram 20 anos de vida política. Eu trabalhei. Meu negócio é trabalhar pelo ser humano. Eu formei uns 5 advogados, ajudei a formar médicos, ajudei a formar dentistas, fisioterapeutas, assistentes sociais etc., e fui homenageado por isso tudo. Eu acho que o político tem que fazer isso. O deputado federal está lá em Brasília para fazer uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) para mudar a Constituição para fazer grandes projetos.

A Constituição-mãe fica em Brasília; a Constituição-filha fica no Paraná. É essa que eu tenho. Se você pegar um exemplar da Constituição do Paraná, vai estar lá escrito “Deputado Luiz Carlos Alborghetti”.

Eu estou meio revoltado com a política. Nesses 20 anos, não se fala um “a” da minha vida política no Paraná. Agora, você vê mais um escândalo do Renan Calheiros na Revista Veja: o Renan vendeu uma fábrica de tubaína, que valia 10 milhões, por 20 milhões para uma cervejariazinha de quinta categoria chamada Schincariol, que deve 100 milhões para o INSS, para os nossos aposentados, e o Renan botou o processo dela por último, “lá embaixo”. A Schincariol também deve mais uns 50 milhões para a Receita Federal. Eu queria ser deputado federal para encarar o Renan Calheiros, essa “mercadoria” de primeira, no Congresso. Ou eles iriam me matar ou eu iria para a porrada com esse cara, porque é brincadeira o que está aparecendo, o que a Revista Veja está noticiando!

Política, para mim, é o seguinte: existe o político que se preocupa com a campanha política vindoura, e existe o estadista, aquele que se preocupa com as futuras gerações. Vocês podem até não gostar. Eu não gosto da Marta Suplicy, porque ela mandou todo mundo que estava nos aeroportos relaxar e gozar. Eu não ando mais de avião! Nem fodendo! Eu não sei a hora em que eu vou embarcar e se eu vou cair ou chegar! Então, ela me mandou relaxar e gozar. Interessante essa mulher. Já o ex-marido dela é um grande estadista como político, assim como Pedro Simon, Jéferson Peres, enfim, tem gente séria.

Eu não penso em voltar para a política. Não tenho interesse por enquanto.

O Sílvio Santos me ligou três vezes; eu não aceitei pelo seguinte: eu pedi “x” para renunciar ao meu mandato e ir para São Paulo, com tudo pago, mas meu pavio é curto: ou vai ou não vai. E eles queriam uma proposta diferente: eles queriam que eu continuasse sendo deputado estadual aqui no Paraná e fosse regularmente a São Paulo gravar o programa, mas isso não me interessou. Eu queria fazer um programa à meia-noite, mas não para competir com o Jô. Seria o “Cadeia – Proibido para Menores de 18 Anos”, mas não deu certo. Mas também não tenho nada contra o Sílvio Santos.

Eu criei meu figurino aos poucos. Eu não sei o que vai acontecer hoje aqui. Hoje, pode surgir alguma coisa e eu posso criar algo. O verdadeiro jornalista é assim: não adianta você vir aqui, ler a notícia e não dar a fonte. Se você não quiser dar a fonte, você tem que ler a notícia de trás para frente. Você tem que recriar a matéria. Já se for ler a matéria, você tem que citar a fonte. Fui eu que criei o programa “Cadeia” e sou eu que crio tudo na minha vida. Quando o programa começa, vêm umas entidades espirituais maravilhosas que entram no estúdio e me ajudam a apresentá-lo, e assim a gente vai indo.

Não adianta eu imitar um jornalista, imitar você, imitar o seu pai, imitar o Tiago, que é apresentador da quarta maior web-rádio do Brasil, que é a Estação Pop. Os outros me imitam. O Ratinho me imitou. Tem gente aqui no Paraná que me imita, usa a minha toalha. Tem gente em Rondônia, tem gente no Rio etc.

Eu uso toalha por causa do suor. Eu tenho 78 toalhas. A maioria das toalhas que eu tenho me foram dadas por senhoras que bordaram o nome “Alborghetti” nelas e me mandaram.

Eu tinha uma filha de 27 anos, que morreu de câncer no natal retrasado e me deixou um neto maravilhoso, que está com o pai, e ela bordava toalhas. Ontem, eu ganhei um cassetete de presente, que eu vou usar na televisão. Eu o pedi pela internet e o recebi ontem. Esses dias, eu recebi 5 toalhas.

Eu me orgulho de ter criado um programa chamado “Cadeia” e estou profundamente magoado pela família Martinez ter roubado a minha marca e por esse cidadão de São Paulo, do SBT (Ratinho) tê-la usado. Depois, eu ameacei processá-los. Aí, eu ganhei a minha marca de volta e a registrei: “Cadeia – Alborghetti”, “Alerta Geral – Alborghetti” e “Cadeia Sem Censura – Alborghetti”. Agora, “cadeia” é uma palavra universal. Alguém da Globo sempre fala, outros falam, enfim, “cadeia” é uma palavra corriqueira. É como dizer “chão”, “parede” etc.

O Estadão me prestou uma homenagem dizendo o seguinte – eu coloquei numa moldura – está lá no meu escritório, na minha agência de publicidade: “Alborghetti é o Satã via satélite. Ele faz Afanásio Jazadji lembrar a Xuxa e Gil Gomes parecer o Chapeuzinho Vermelho”. Aí, são citados outros repórteres cujos nomes eu não quero citar, inclusive fazendo críticas a eles.

No ano passado, um professor universitário escreveu um artigo na Folha de S. Paulo intitulado “Só sensacionalismo?”, falando sobre o programa “Cadeia”, mas não é sensacionalismo o que eu vivo aqui. Aqui, eu não induzo ninguém à violência. Eu sou contra o crime organizado, contra as drogas, enfim, eu sou contra todas as formas de violência que venham a desintegrar a moral e os princípios da família brasileira. Eu criei isso no rádio. Eu criei isso na televisão. Eu criei isso na internet. Hoje, eu tenho o programa de rádio de maior audiência na internet do Brasil na área de jornalismo, graças a você e a milhares de outros fãs. Aquele outro “Iogurte” (Orkut), que tem 15 mil membros, eu não gosto. Eu gosto desse que eu fiz, que já está com 5 mil pessoas. O índice de e-mails é enorme. Nem começou o programa e eu já tenho aqui 700 pessoas querendo falar comigo pelo MSN. No “Iogurte” (Orkut), são 1500, 1600, 1700 pessoas querendo conversar comigo todo dia.

Eu não sou melhor do que ninguém. O Datena tem a maneira de apresentar o programa dele, assim como outros repórteres. Por exemplo, esse meu ex-funcionário (Ratinho): o Sílvio Santos botou no rabo dele; está deixando-o numa situação que ele cresceu rápido demais e está caindo rápido demais. Então, hoje ele virou um empregadinho do Sílvio. Hoje, ele não tem um programa que chame a atenção. É chato você ficar imitando o Alborghetti na televisão, com uma toalha e usando meus óculos escuros. Eu acho que o apresentador tem que ter personalidade. Ele tem que criar as coisas. Eu não sei o que vai acontecer hoje aqui.

Eu levanto às 5 e meia da manhã, pego todos os jornais da internet, todos os jornais brasileiros, entro na BBC, passo para o português, pego tudo aquilo que acontece no mundo lá fora, no New York Times, no Financial Times, no Los Angeles Post, enfim, em todos os jornais internacionais. Então, eu procuro aprender. Eu não posso desaprender. Eu não posso retornar ao passado. Se eu entrar numa televisão aberta hoje, aqui no meu Paraná, dificilmente. Eu não tenho condições. Não tenho porque é uma guerra que eu tenho com o governador do Paraná. Nós perdemos a última eleição para ele por 10 mil votos. Meu compadre Osmar Dias foi candidato a governador e nós perdemos em Maringá, por causa de dois deputados idiotas que diziam que estavam conosco mas não estavam. Nós perdemos a eleição ali. O governador do Paraná me respeita, mas me processa. Se você perguntar para mim quantos processos eu tenho pela Lei de Imprensa, eu devo ter, hoje, uns 12. Eu já tive uns 70; vou ganhando todos. Quem me processa é só bandido, político corrupto, canalha, vagabundo etc. Mas eu não tenho nenhum processo por corrupção, porque eu não sou ladrão. Eu não sou bandido. Nesses 20 anos como político, não roubei ninguém. Eu nunca fui gigolô do dinheiro público. Eu sou gigolô do meu dinheiro. Como deputado, tudo o que eu ganhei eu fui guardando. Como homem de televisão, eu ganhei bem, é claro. Eu vivo de publicidade da televisão. Não sei quando vou voltar. Um dia, quem sabe. A cada dia que passa, eu me sinto um novo Alborghetti. Nada mudou. Então, eu prefiro fazer televisão na internet, pois já estou arrumando uns patrocinadores, e vamos tocando a vida. Eu estou com um grupo de pessoas maravilhosas.

Eu não sou melhor do que ninguém e ninguém é melhor do que eu. Se você pegar, por exemplo, o programa do David Letterman, qual programa é plágio dele aqui no Brasil? O programa do Jô Soares. Se você pegar o “Big Brother Brasil”, é plágio de um programa holandês. Se você pegar o “Linha Direta”, da Globo, é plágio de um programa da CNN. O “Aqui Agora”, do SBT, também. E o “Cadeia”, de quem é? Do Alborghetti. É muito fácil você pegar uma televisão fechada e plagiar programas estrangeiros. Por exemplo, o Faustão não tem a “Dança no Gelo”? Isso foi copiado de uma televisão italiana. Por exemplo, qual o melhor programa de auditório da história do mundo? É um programa da televisão francesa, apresentado por um cantor francês. Então, tudo o que o Sílvio (Santos) tem, ele traz lá de fora. Esses dias, o Faustão botou lá o “Circo dos Famosos”. Isso é de uma TV italiana. Eu acho que o único programa que não foi copiado de ninguém é o do meu amigo Raul Gil. Ele tem um programa em que ele pegas as pessoas e as transforma em grandes artistas e nas maiores vendagens de discos.

Eu não sou melhor do que ninguém, não sou melhor do que vocês, vocês não são melhores do que eu e esse é o Alborghetti. Para a gente falar do Alborghetti, nós teríamos que ficar aqui dois, três dias para ir contando a minha história.

Eu sou casado duas vezes. No primeiro casamento, tive 3 filhos; perdi uma menina. Eu tenho o Marcelo, que mora em Londrina, tenho o Márcio, que é casado com uma menina aí, me deu 4 netos; todos os 4 são paixões, mas eu sou mais ligado a esse que está com câncer, não pela doença, mas porque foi o primeiro a nascer. Do segundo casamento, eu tenho o Luiz Eduardo, que é uma figuraça, um QI avantajado; eu sei que ele vai sair dessa agora. Foi um acidente grave, feio, 18 pontos na cabeça, mas nós estamos aí com um médico muito bacana, já o levamos a São Paulo no mês passado, ele já foi fazer uma série de exames lá no Hospital Albert Einstein, o Dr. Pagura atendeu; não é nada grave, mas nós temos que ter paciência para ele voltar para a universidade, porque ele quer ser advogado criminalista. Ele não quer ser jornalista, porque jornalista é uma merda. Você trabalha para um jornalzinho qualquer, ganha uma “tiririca” e tem que entrar no sindicato e tal. Internet, então, nem se fala, apesar de que daqui a 3 anos, a internet vai dominar o mundo. Aliás, já está dominando o mundo. Isso é um negócio fantástico. Quando eu entro na internet, eu fico com medo. Eu tenho uma responsabilidade muito grande.

A minha esposa é professora de educação física, é 14 anos mais nova do que eu, está envelhecendo comigo, é árbitra de voleibol, esteve em Santos recentemente, levando 3 times da terceira idade para jogar, já está marcando um outro campeonato, que foi cancelado, vai ser em Recife agora, depois, vai ser em Santos.

Eu gosto demais da Baixada Santista. São belíssimas praias. Eu adoro São Paulo, adoro Santos, mas se eu for para São Paulo de carro, estou morto. Eu não consigo nem entrar em São Paulo, mas se eu descer para Santos, é fácil, é só ver a praia tal, a praia tal, a praia tal e você se acha, mas chegou em São Paulo, aí, complicou. Eu não sei andar. São Paulo parece que tem mais carros do que seres humanos. E hoje, a capital do Paraná está com um milhão de carros, e Curitiba é muito pequenininha, não comporta tudo isso. Curitiba é um bairro de São Paulo. Mas é uma baita capital, tem um bom prefeito – não devo nada a ele; ele também não me deve nada – um “puta” dum prefeito, só que não é político. Ele é engenheiro. Ele está reconstruindo essa capital. Eu o considero o melhor prefeito da história do Paraná nesses 30 anos em que eu convivi com a política paranaense. Ele é filho de um grande estadista, o ex-senador José Richa.

Mas falando do Alborghetti: esse sou eu. Eu só uso calça jeans… hoje, eu vim de agasalho porque eu estava correndo atrás de um monte de coisas aqui, vim aqui de manhã para ver as coisas etc., mas, enfim, eu uso botas, calças jeans, uma camiseta, um blazer, jeans, também… essa é a minha vida. Eu não sou melhor do que ninguém, ninguém é melhor do que eu, e esse é o Alborghetti, o Alborghetti do rádio, o Alborghetti da televisão e o Alborghetti da internet brasileira e mundial.

Luiz Carlos Alborghetti – 09/07/2007


24 Respostas to “Autobiografia”

  1. Sensacional!

  2. ainda não acredito que ele foi embora.

  3. Lição de vida.

  4. Sem palavras.

  5. Que pena que ele nos deixou. Mas ficou aqui suas lembranças, lições, suas indignações, e esse discurso excelente.

  6. Voce cara agora esta numa melhor; aí ao lado do Senhor Deus .Agora só observando.quem sabe um dia vc retornará e será tudo diferente .

  7. Quem é justo aqui tem seu jardim todo florido aoa lado do senhor.
    saudades.

  8. Voce foi o cara .Muitos te envejaram , mas ninguem coseguiu se igualar a voce. Voce é insubistituivel podes cre.

  9. Fantástico! Grande trajetória de êxito e sucesso. Pena que poucos o compreenderam e aceitaram seus alertas em favor do povo e da família brasileira. Com certeza nos deixa saudosos. Obrigado por ter estado conosco e contribuido com a sociedade!

  10. Esse foi um grande cara. Uma perca para a nossa sociedade onde se aumentam o número de parasitas.

  11. olha eu ñ conhecia ate hj,mas te garanto q jogo no msm time q ele.

  12. it inhj gffr doipaç you saby the mangl yqreeasdfnn
    mout hjaafsr DEUS and truione poin
    esg the jing polçça
    pioafdtioe vceui you
    a w’hat your name is?
    fyruueii saeewuyio nsfvdjk ghdsfvsh hfdsj oioartydu

  13. darsewydfah kaosayeuiapqaophj

  14. my name is

  15. que legal em
    vc viu gostei

  16. Muito bom.

    Ainda é difícil aceitar que ele tenha falecido.

  17. Bom falar desse cara da vontade de chorar meu,pq eu chorava de rir
    quando eu ligava a tv ele estava la.MEU FANTASTICO ESSE BRASILEIRO
    QUE EU VI ELE DANDO DE COMER A MUITA GENTE,EU TENHO SAUDAES .ESPERO QUE DEUS TENHA TE ACOLHIDO E MOSTRADO PARA VOCE AMIGO AS FILAS DE GENTE QUE VC AJUDOU.
    DEUS TE GUARDE DO SEU LADO.

  18. Tem uma frase do Alborghetti:

    “O código penal é arcaico, o código penal é nojento, o código penal é asqueroso”

  19. surgem muitos programas com apresentadores querendo e imitanto o dalborga! mas ficam um certo tempo,porque criticam bandidos e com medo depois popoca! o dalborga nao tinha medo de bandidos

  20. Mestre.

  21. Se tivesse uns caras como o Dal no Governo Federal não teria essa corrupção no pais.

  22. Esse era o cara!!!!!!

  23. Pq no dia que ele faleceu a globo nunca comentou nada??? Nem nos que se foram na retrospectiva de fim de ano!

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